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Textos Interessantes
A
Universidade em Questão - o conhecimento como mediação da cidadania e como
instrumento do capital.
Euclides
André Mance
IFIL, fevereiro de 1999
Outros autores, como Habermas e Apel, buscam
reafirmar a vigência universal do conhecimento científico e das normas éticas
afirmando uma razão comunicativa a partir do pragmaticismo lingüístico, desde
o qual refutam o ceticismo peculiar às vertentes pós-modernas, afirmando o
consenso argumentativo - sob certas condições - como critério epistemológico
para a vigência de enunciados descritivos ou como critério ético para o
estabelecimento de normas morais (6). Frente aos acordos comunicativos no seio da comunidade de comunicação
haveria que considerar-se, entretanto, segundo Enrique Dussel, a posição dos
afetados, dominados e excluídos em relação aos consensos nela construídos,
para que tais consensos não sejam expressão estratégica de uma razão cínica
que se pretende ética (7).
O
MESMO, O OUTRO, O ETHOS LATINO-AMERICANO
Abordando
este tema: "O Mesmo, o Outro, o Ethos Latino-Americano", na filosofia
de Enrique Dussel, nos deparamos com uma "questão de fundo" que é a
exploração sofrida por estes "povos periféricos", ou povos do
terceiro mundo. Com certeza não somos os únicos; há mais povos que estão em
estado de semelhante exploração e dominação. Isto tudo acontece quando
"o Mesmo" fecha-se em si, torna-se auto-suficiente, melhor, etnocêntrico
e não aceita "o Outro", a alteridade; não aceita o diferente, o
novo, o dinâmico. Este, se aceito, poderia constituir uma ameaça para o mesmo.
O outro quase nem é percebido. Na ontologia da totalidade não há espaço para
o Outro, pois "outro", neste sentido, significa o não-ser, a
negatividade.
Alguns Desafios Atuais à Filosofia da Libertação
Euclides
André Mance
Curitiba, Outubro de 95
O objetivo deste texto é
apresentar de maneira sumária e articulada alguns dos atuais desafios teóricos
da filosofia da libertação que estão subjacentes ao conjunto das pesquisas
que vem sendo realizadas. Embora subjacentes e sendo mesmo obstáculos em que
alguns esbarram vez por outra, tais desafios, ao nosso ver, não tem sido
problematizados de modo satisfatório. Em seguida consideramos também alguns
desafios práticos que estão lançados às investigações elaboradas na
perspectiva da filosofia da libertação no Brasil.
Trataremos, inicialmente, portanto de questões fundamentais como a consistência
das categorias libertação e liberdade, que não podem ser compreendidas
sem uma reflexão sobre as questões ligadas a subjetividade e história
que apontam, por sua vez, para o desafio de estabelecer uma nova consistência
à categoria de realidade. Outro leque de desafios se encontra ligado à
questão da interdisciplinaridade e a necessária ruptura epistemológica
com categorias não filosóficas ou não científicas. Um dos desafios que daí
se desdobra -- não apenas para a filosofia da libertação, mas para todas as
correntes filosóficas contemporâneas -- é tomar uma posição rigorosa frente
às elaborações da semiótica.
A Voz do Biógrafo Brasileiro - A Prática à Altura do Sonho
Moacir Gadotti
1. O
pensamento de Paulo Freire como produto existencial
2. Pedagogia
dialógica e educação libertadora
3. Paulo
Freire no contexto do pensamento pedagógico contemporâneo
4.
A experiência de Paulo Freire na Prefeitura de São Paulo
5. Reflexões
mais recentes
6. Que
futuro pode ter o pensamento de Paulo Freire
Há os que estabelecem um paralelo entre a obra de Paulo Freire e a de Enrique Dussel, um dos teóricos da Teologia da Libertação. Segundo José Pedro Boufleuer, professor da Universidade de Ijuí (Pedagogia latino-americana: Freire e Dussel) "com base na situação concreta de opressão, Dussel e Freire realizam, por um lado, a denúncia da alienação desumanizadora e, por outro, o anúncio da liberdade e dignidade do homem. Ambos os autores destacam a importância do papel do próprio oprimido na luta libertadora. Exigem, para isso, que as lideranças revolucionárias e os mestres da educação assumam uma postura confiante e dialógica em relação ao povo e aos educandos. Dessa forma, a relação pedagógica torna-se a dialética da recíproca fecundação entre educador e educandos".
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